
Cobertura editorial — Agosto 2026
Trilha Agro by South Summit Brazil
Cobertura editorial dos principais painéis e palestras da Trilha Agro by South Summit Brazil, apresentada pela Bayer, realizada em Porto Alegre (RS) no dia 31 de agosto de 2026, na Expointer.
A Trilha Agro by South Summit chega à Expointer como largada de um calendário permanente do evento ao longo do ano, com o agro como vertical de partida. José Renato Hopf e Lisiane Lemos defendem colaboração público-privada (Bayer, Sebrae Startups e Governo do RS) como estrutura — não discurso — e anunciam o relançamento do Centro de Inteligência do Agro e a continuidade do RS Talentos para reter mão de obra qualificada em tecnologia embarcada e IA no campo.
Júlio Cargnino abre diagnosticando três problemas estruturais do produtor rural — rentabilidade, apagão de mão de obra e percepção de valor. Francis Ricalde (Dell) mostra a democratização da IA via prompt e máquinas plug-and-play com gêmeos digitais para treinar operadores; Flávio Redi (Ecotrace) detalha rastreabilidade por blockchain e visão computacional que segrega a origem de cada corte de carne — destravando compliance de exportação e crédito bancário com o mesmo dado.
O painel desloca o olhar do impacto final na lavoura para o início da cadeia: quem projeta o hardware e os chips por trás de trator autônomo e drone. Com 65% da produção nacional de implementos agrícolas, o RS se reposiciona como fabricante estratégico. Vitor Gomes (FIERGS) apresenta o Centro de Competência em Inovação — 22 empresas, 400 formados e 15 deeptechs em dois anos — e a política de semicondutores com HT Micron/Unisinos, enquanto Lisiane Lemos defende requalificar quem já está empregado, não só formar gente nova.
ABPA, Invest RS e o Governo do Estado discutem como destravar crédito rural mais barato e abrir mercados internacionais. Davi Teixeira defende a rastreabilidade bovina individual — o próprio animal financiado como garantia real, sem comprometer a matrícula da propriedade — e a subvenção à irrigação. Francisco Turra (ABPA) e Fabrício Foresti (Invest RS) conectam dado individual a compliance sanitário e a novos compradores externos, mostrando que o mesmo investimento que atende exigência regulatória também barateia o financiamento.
Painelistas da UNEM, 3tentos e Be8 decompõem a nova cadeia de bioenergia — etanol de cereais, biodiesel, biogás e biomassa — e discutem quanto desse valor pode ficar dentro da porteira da propriedade. A conversa contrapõe a commodity energética à oportunidade de renda diversificada para o produtor, mediada por Donario Lopes de Almeida (ABMRA), e avalia quais elos dessa cadeia já têm escala e demanda garantida.
Secretários do RS (Gustavo Paim, Marjorie Kauffmann) e Eduardo Condorelli (SENAR/RS), mediados por Alsones Balestrin, projetam o agro gaúcho até 2035: novas culturas adaptadas ao clima, gestão da água, dados unificados e conectividade redesenhando o mapa produtivo. O painel confronta bases divergentes (Emater, SENAR, CadÚnico) e discute como o recém-relançado Centro de Inteligência do Agro pode transformar ranking de inovação em resultado prático na porteira.
ADS Drones, ABPA e Master Drones colocam a automação na ponta do lápis: quanto custa e onde gera retorno real na lavoura. Da pulverização por drone à decisão automatizada de campo, o painel separa o que já opera em escala do que ainda é piloto, e discute o papel da regulação da Anac e do custo por hectare na velocidade de adoção pelos produtores.
Aegro, B4A, Bayer e Sologen separam o que já funciona no campo do que ainda é promessa em biotecnologia e insumos inteligentes. O painel aborda biológicos, edição genética e insumos de precisão, avaliando onde há resultado mensurável de produtividade com menor impacto ambiental e onde o produtor deve esperar maturação técnica e regulatória antes de investir.
