Bayer apresentaTrilha Agro by South Summit BrazilSouth Summit Brazil
11h00 – 11h30

Quem constrói a máquina inteligente: a cadeia gaúcha da automação

SICT e FIERGS detalham como o Rio Grande do Sul quer virar polo de semicondutores e engenharia para sustentar a automação do campo

Lisiane Lemos (Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS)Vitor Gomes (Sistema FIERGS)Mediação: César Brunetto (South Summit Brazil)

Foto do painel

Espaço reservado para imagem

"O agro é um conjunto vivo de requisitos. Não adianta simplesmente entender o requisito de um produtor da Alemanha ou da China. Precisamos entender a realidade brasileira."

Vitor Gomes

Os Painelistas

LL

Lisiane Lemos

Secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS. Foca em qualificação, requalificação e retenção de talento para a indústria tecnológica gaúcha.

VG

Vitor Gomes

Gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema FIERGS. Coordena o Centro de Competência em Inovação, que reúne 22 empresas globais e gaúchas.

CB

César Brunetto

Diretor de Produto e Comunidade do South Summit Brazil e mediador do painel.

A Conversa

César Brunetto abriu propondo deslocar o olhar do impacto final no campo para o início da cadeia: quem projeta o hardware, os chips e a engenharia que sustentam trator autônomo, drone e agricultura de precisão. O Rio Grande do Sul concentra hoje cerca de 65% da produção nacional de implementos agrícolas, com mais de 560 empresas e 33 mil empregos — uma base industrial que o painel tratou como ativo estratégico ainda subaproveitado.

Lisiane Lemos concentrou sua fala em capital humano: o desafio do Estado não é apenas formar novos profissionais, mas requalificar quem já está na zona rural para lidar com IoT, blockchain e conectividade via satélite. Ela citou o RS Talentos como iniciativa central de retenção, além de resultados recentes de melhoria educacional (IDEB e ENEM) atribuídos ao uso de dados na gestão escolar.

Vitor Gomes trouxe a perspectiva industrial da FIERGS, destacando o Centro de Competência em Inovação — que reúne 22 empresas globais e gaúchas (como Novus, SLC Agrícola e Bosch) em cooperação internacional com Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. Em dois anos, o centro formou 400 pessoas para a indústria e gerou 15 startups deeptech. Ele também apontou uma lacuna concreta: conectividade em áreas rurais de baixa cobertura, que depende de soluções como nanosatélites.

O painel fechou tratando de financiamento de longo prazo: a política estadual de semicondutores e robótica, com parceria entre HT Micron e Unisinos, projeta gerar R$ 1 bilhão e cerca de 5 mil empregos — mas ambos os palestrantes reforçaram que P&D relevante não se faz em ciclos de 12 meses.

Insights para Considerar

1

RS como fabricante, não consumidor

O RS concentra 65% da produção nacional de implementos agrícolas (mais de 560 empresas, 33 mil empregos) — isso reposiciona o Estado não como consumidor de tecnologia de automação vinda de fora, mas como fabricante estratégico. Empresas de componentes, sensores e chips que buscam parceria de manufatura no Brasil deveriam considerar esse polo antes de outros estados.

2

Conectividade rural trava toda a cadeia

A lacuna de conectividade em áreas rurais de baixa cobertura, citada por Vitor Gomes como dependente de nanosatélites, trava toda a cadeia de automação a jusante — de nada adianta trator autônomo ou sensor IoT se o dado não sai da propriedade. Startups ou fundos buscando nicho pouco explorado deveriam olhar para conectividade rural antes de investir em mais uma camada de hardware.

3

Requalificar quem já está empregado

O modelo de requalificação defendido por Lisiane Lemos parte de uma constatação específica: o RS tem o perfil demográfico mais longevo do país e muitos municípios pequenos, tornando insuficiente formar só gente nova — é preciso requalificar quem já está empregado. Isso muda o desenho de qualquer programa de capacitação no Estado: o público prioritário é o trabalhador já empregado, não o recém-formado.

4

Canal concreto para deeptechs

O Centro de Competência em Inovação da FIERGS/EMBRAPII formou 400 pessoas e gerou 15 startups deeptech em dois anos, reunindo 22 empresas (Novus, SLC Agrícola, Bosch, entre outras) em cooperação com Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. Para uma startup deeptech agro em estágio inicial, é canal concreto de inovação aberta antes de validar produto sozinha no mercado.

5

P&D não cabe em ciclo de 12 meses

A política de semicondutores e robótica do RS, com HT Micron e Unisinos, projeta R$ 1 bilhão e 5 mil empregos, financiando seis meses de estágio na indústria — mas Vitor Gomes reforçou que P&D relevante não se faz em ciclos de 12 meses. Alerta direto para investidores e gestores que avaliam esse tipo de política pelo retorno de curto prazo: o horizonte de maturação precisa ser multianual desde o desenho, não ajustado depois.

Frases de Impacto

"O maior desafio do Rio Grande do Sul não é apenas qualificação. É também requalificação: reskilling e upskilling."

Lisiane Lemos

"Precisamos mostrar que tecnologia é para todos."

Lisiane Lemos

"O agro é um conjunto vivo de requisitos. Não adianta simplesmente entender o requisito de um produtor da Alemanha ou da China. Precisamos entender a realidade brasileira."

Vitor Gomes

"Pesquisa e Desenvolvimento levam tempo. Não se faz P&D relevante em apenas 12 meses."

Vitor Gomes

"Além do auditório, temos programação acontecendo na arquibancada, com pitches de startups e apresentações rápidas."

César Brunetto

"Para o impacto acontecer no campo, alguém precisa pensar a peça, o hardware e a engenharia."

César Brunetto
Apresentação
Bayer
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