Bayer apresentaTrilha Agro by South Summit BrazilSouth Summit Brazil
StartupArquibancada

ZeoFertil: fertilizante feito de lixo industrial

Como cinza vira nutriente de liberação lenta e retém 60% mais umidade no solo


ZeoFertil: fertilizante feito de lixo industrial — foto 1
James Melo (CTO, ZeoFertil)

"A gente transforma esses resíduos em um nanomaterial estruturado… que consegue encapsular o potássio dentro dos seus poros."

— James Melo

Os Painelistas

Foto de James Melo

James Melo

CTO da ZeoFertil. Apresentou a tecnologia que transforma resíduos industriais em nanomaterial fertilizante de liberação lenta.

A Conversa

A ZeoFertil propõe resolver dois problemas ambientais ao mesmo tempo: destino de resíduos industriais (cinzas de carvão mineral, casca de arroz e outros processos de queima) e eficiência de fertilização. A tecnologia transforma esses resíduos em um nanomaterial estruturado capaz de encapsular potássio e liberá-lo de forma lenta e gradual — ao contrário de fertilizantes convencionais, que liberam o nutriente rapidamente e sofrem mais perda por lixiviação.

James Melo destacou dois diferenciais mensuráveis: retenção de 60% da umidade do solo (reduzindo necessidade de irrigação e energia) e capacidade de reter outros nutrientes (nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio) na mesma estrutura, além de imobilizar metais pesados — um benefício ambiental adicional. A tecnologia já validou resultados iguais ou superiores a fertilizantes comerciais em testes de casa de vegetação, em parceria com a Embrapa, mas ainda está em estágio de maturidade tecnológica intermediária (TRL 3 a TRL 6, conforme a linha de produto).

A empresa busca especificamente quatro tipos de parceria: capital para escalar, parceiros de campo para testar em escala real, validação de ROI e retorno de investimento, e parceiros que gerem o resíduo industrial usado como matéria-prima — um modelo de economia circular que depende de acesso a esses insumos residuais tanto quanto de clientes finais.

Insights para Considerar

1

Promissor, mas ainda fora da lavoura

A validação em casa de vegetação (parceria com Embrapa) é estágio inicial — produtores interessados devem tratar isso como tecnologia promissora, mas ainda não validada em escala de lavoura comercial; acompanhar os próximos ciclos de teste antes de adoção em larga escala.

2

60% de umidade retida pode cortar irrigação

A retenção de 60% de umidade no solo, se confirmada em campo, tem potencial de reduzir custo de irrigação em regiões de estiagem frequente — relevante para quem já opera com restrição hídrica, como visto em outros painéis do dia.

3

Resíduo com valor agregado

Empresas que geram resíduo industrial de queima (usinas, indústrias de arroz) têm ali um canal de descarte com valor agregado, em vez de custo de disposição em aterro — vale avaliar parceria de fornecimento de matéria-prima.

4

Perfil de risco early-stage

Para quem avalia investir em agtech em estágio pré-comercial, a combinação de oito ODS da ONU atendidas e validação técnica preliminar (mas ainda sem prova em escala) é o perfil de risco típico de aporte early-stage, não de capital de crescimento.

Frases de Impacto

"A gente transforma esses resíduos em um nanomaterial estruturado… que consegue encapsular o potássio dentro dos seus poros."

— James Melo

"O nosso fertilizante apresenta resultados iguais ou superiores aos fertilizantes comerciais disponíveis no mercado."

— James Melo
Apresentação
Bayer
Apoio institucional
Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Parceiro
Sebrae Startups
Local
Expointer
Apoio
Tecnopuc Celeiro HubInvest.RS
Parceiro de conteúdo
Dialetto