SaveFarm: a câmera que vê a erva daninha que o produtor não vê
Pulverização seletiva economizando até 90% de herbicida, em qualquer pulverizador
Foto do painel
Espaço reservado para imagem
"Hoje o SaveFarm vê o que os nossos olhos não veem. Ele consegue identificar ervas daninhas muito pequenas em meio à soja ou outras culturas."
— Edu
Os Painelistas
Edu
Representante da SaveFarm (Eirene Solutions), empresa gaúcha nascida no Parque Tecnológico da PUC-RS, referência em pulverização de precisão em quatro países da América do Sul.
A Conversa
A SaveFarm resolve um problema de precisão que a máquina tradicional nunca conseguiu enxergar: identificar e pulverizar apenas onde há erva daninha, em vez de tratar o talhão inteiro de forma uniforme. A empresa, fundada em 2010 no Parque Tecnológico da PUC-RS, já emprega 106 pessoas (70% em Porto Alegre, o restante distribuído entre Mato Grosso, Bahia e Tocantins) e opera hoje no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
O sistema usa sensores capazes de identificar ervas daninhas mesmo em condições visuais difíceis — inclusive 'verde sobre verde' (erva daninha da mesma cor da cultura) — e funciona também à noite, com iluminação própria. O diferencial competitivo citado por Edu é a integração universal: o sistema acopla a qualquer marca e tamanho de pulverizador, de barras de 6 a 48 metros, com ou sem tecnologia embarcada prévia. Os ganhos relatados em áreas menos infestadas chegam a 70-90% de redução no uso de herbicida.
Além da pulverização (SaveFarm), a empresa desenvolveu o SaveForest, sistema de irrigação por análise de imagem voltado a culturas perenes como eucalipto — substituindo equipes de cinco a seis pessoas que hoje irrigam mudas manualmente sob calor extremo, como em operações no Mato Grosso. A empresa mantém manufatura própria (cabos, eletrônica, todos os componentes) com mais de 30 engenheiros e 20 agrônomos em P&D, e inaugura nova fábrica em Canoas no ano seguinte.
Insights para Considerar
Payback rápido nas culturas intensivas
O payback em soja e milho é de um a dois anos, e no algodão o retorno é ainda mais rápido por ser cultura intensiva em gasto de defensivo — produtores dessas três culturas deveriam priorizar avaliação desse tipo de tecnologia antes de outras.
Sem desculpa de equipamento incompatível
A integração com qualquer marca e tamanho de pulverizador (mesmo modelos antigos e de baixa tecnologia) elimina a desculpa comum de 'não tenho equipamento compatível' — vale checar compatibilidade antes de descartar por esse motivo.
Automação em culturas perenes
O SaveForest resolve um problema estrutural de mão de obra em culturas perenes de larga escala (como eucalipto) — operações florestais que ainda dependem de equipes manuais de irrigação para mudas deveriam considerar esse tipo de automação como redução direta de custo trabalhista em condições de trabalho adversas.
Mercado doméstico ainda não saturado
A estratégia de expansão da empresa prioriza consolidar o mercado brasileiro antes de cruzar oceano (Europa, África, Austrália) — sinal de que o próprio mercado doméstico ainda tem espaço de crescimento não saturado, mesmo com concorrência internacional de olho no Brasil.
Frases de Impacto
"Hoje o Save Farm vê o que os nossos olhos não veem. Ele consegue identificar ervas daninhas muito pequenas em meio à soja ou outras culturas."
"A gente tem um grande orgulho de ser uma empresa gaúcha e brasileira."









